A maternidade e o medo

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A maternidade e o medo

Ontem perguntei a uma mãe de primeira viagem sobre como ela estava se sentindo com a chegada do bebê. Um dos tópicos que queria conversar sobre, era se ela estava assustada. Me parecia que o medo do novo pairava aquele momento.

Ela me disse que não. Contou sobre o quão desejado era aquele bebê, e o quanto o casal havia lutado por ele.

O medo nem sempre precisa ser encarado como uma coisa ruim. O medo também serve para nos proteger de situações perigosas. Por exemplo: temos medo de sentar em uma grade de uma varanda sem tela, para evitar uma situação aversiva que seria “cair” da sacada.

Por outro lado, o medo pode ser um fator impeditivo. Podemos deixar de andar de bicicleta, pois já presenciamos um acidente há anos atrás, e perdemos a coragem, temos medo de que aconteça de novo. E que aconteça conosco!

É necessário colocar na balança e ver o quanto o medo nos auxilia, e o quanto nos priva de superar obstáculos.

Precisamos usá-lo a nosso favor. Ele pode nos ajudar a nos desenvolvermos, crescermos e sermos cada dia melhores.

De qualquer forma, a chegada de um bebê, muitas vezes vem carregada de inseguranças. O medo do novo é perfeitamente compreensível e natural. Além desse medo, muitos outros estão presentes em diversas histórias de vida. São alguns deles:

• O medo de não dar conta de mais uma atividade;
• O medo de não conseguir amamentar;
• O medo de faltar alguma coisa para o bebê;
• O medo de mudar o relacionamento do casal e, portanto, o casamento;
• O medo da mudança do corpo;
• O medo de sentir dor no parto;
• O medo de derrubar o bebê;
• O medo de não conseguir criar um laço afetivo com esse novo ser;
• O medo de não ter dinheiro para proporcionar tudo o que a criança merece

Apenas para começar!

Você que tem esses temores, não deixe que eles te atinjam e prejudiquem a sua relação com o seu parceiro e com o bebê. Aprenda a lidar com seus medos. Administre-os, dome-os, use-os a seu favor.

Frequente espaços de conversa, cursos, interaja com mães que pensam de forma positiva, troque ideias, exponha suas angústias… Aquelas pessoas que sempre dizem coisas negativas, assustam, depreciam o seu interlocutor, por certo, não são as melhores companhias nesse momento.

Procure se relacionar e interagir com pessoas e profissionais que lhe deem força, ânimo e lhe motivem a compreender que absolutamente tudo vai dar certo.

Participe da nossa coluna, faça uma sugestão de pauta, seu tema poderá aparecer aqui. Envie e-mail para falapri@realmommy.com.br.

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Priscila Lambach

Pedagoga | Mestre em Psicologia da Educação

Site www.perspectivaop.com

Author: realmommy

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