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Sobre emagrecer, engordar e o que isso nos faz sentir.

Posted by on 11:21 am in #realmommy, #realmommyfit, #somosreais, destaque | 3 comments

Sobre emagrecer, engordar e o que isso nos faz sentir.

Sabe a gente acha que emagrecer é a solução para todos os nossos problemas, quando estamos acima do peso.

Que seremos felizes, que só assim seremos amadas, merecedoras de algumas coisas que julgamos não serem possível com excesso de peso.

Aqui estou eu contando minha experiência em ganhar peso.

A quase 4 anos atrás estava me sentindo mal comigo mesma, sem prazer para nada. Não queria sair de casa. Eu me punia, odiava, queria sumir.

Me olhar no espelho então, JAMAIS!

Resolvi mudar, acreditei que estava vencendo a compulsão alimentar e os meus traumas pessoais. Emagreci 44 quilos e percebi que continuava me sentindo mal comigo mesma.

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Comecei a descontar minhas frustrações na comida novamente.

Durante o tempo em que emagreci, em nenhum momento me privei de algo, eu realmente estava em equilíbrio. Não fazia dietas malucas ou que estavam na moda.

Mas isso durou pouco e comecei a engordar, engordar, engordar …

E aqui estou eu novamente, voltando para o ponto de onde sai.

E enquanto o peso ia aumentando eu escutava comentários péssimos de muitas pessoas.

E os olhares então … nossa as pessoas não conseguem nem disfarçar.

Fui a uma festa no ano passado e enquanto caminhava na direção de uma pessoa que conheço, a mãe dela me olhava com uma cara de espanto e falava, nossa olha como ela engordou que horror.

Como se eu não estivesse olhando para elas e vendo tudo.

A menina falava para a mãe ficar quieta porque eu estava chegando, e eu fiz aquela cara de não ouvi nada, as cumprimentei e bati um papo.

Mas aquela olhar e aquele rosto ficaram na minha cabeça.

Um pouco depois ouvi de uma pessoa a seguinte coisa: – Você está muito gorda, não pode, e o casamento? Vai perder o marido.

E mais uma vez aquilo fica na cabeça e te faz sentir mal, insegura.

Em mais um tempo, fui comprar roupas e claro não encontrei nada que eu gostasse.

Nada me servia novamente.

Eu havia prometido para mim mesma que jamais deixaria de fazer algo, ou de ir a algum lugar novamente por estar “gorda demais”, segundo os padrões.

Mas confesso que isso não tem sido fácil, e realmente estou a um passo de não cumprir mais essa promessa.

Comecei a sentir vergonha de como estou e querer me esconder em meio a roupas, lenços e cintos.

Estou descontrolada, e não consigo comer de forma saudável e sem exageros um dia se quer.

E realmente as pessoas quando me encontram ou me mandam recado sempre dizem: – Lu você já sabe o caminho, vai conseguir emagrecer. Você será bem magrinha, vai ficar linda.

A mídia te diz que você não serve para representar nada porque está gorda demais.

E chega uma hora que você começa a
Acreditar em tudo isso outra vez.

Eu quero que você não acredite nisso. Eu não quero e não vou acreditar nisso.

Se você não está conseguindo seguir o suposto padrão perfeito de saúde e beleza não se odeio por favor.

Eu estou lutando comigo para não me odiar, porque não mereço isso.IMG_3155Você não merece essa raiva também.

Venho buscando me entender e encontrar um equilíbrio novamente a 1 ano.

Não siga a dieta do livrinho ou da musa fitness, e se puna porque comeu uma fatia de pizza.

Busque o equilíbrio como estou buscando.

Respeite o seu corpo e os seus limites, tenho lutando por isso também.

Somos reais e merecemos padrões reais, vidas reais, sorrisos reais, sonhos reais, fotos reais.

Eu quero e preciso ser real. Viver isso com verdade.

Vamos juntos dizer #somosreais e deixar de aceitar que somos menos.

Somos mais, somos únicos.

SOMOS REAIS.

E não se esqueçam, juntos somos mais fortes.

Eu e a compulsão alimentar

Posted by on 1:37 pm in #realmommy, #realmommyfit, #somosreais, destaque | 0 comments

Eu e a compulsão alimentar

Eu e a compulsão alimentar não nos damos bem.

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Ela quer que eu continue dizendo que sou compulsiva, mas eu não digo mais isso.

Um dia eu me percebi compulsiva, devorando tudo o que via em minha frente como um animal selvagem.

E não importava o que acontecesse, mesmo se eu estivesse em um momento estável eu continuava dizendo EU TENHO COMPULSÃO ALIMENTAR.

Então não fazia diferença o quanto eu lutava, eu sempre voltava a uma crise. Meu cérebro acreditava que eu precisava voltar a uma atitude compulsiva.

Até que em um determinado, momento conversando com uma amiga chamada Amanda Delffino eu comecei a mudar esse pensamento.

Ela me falou – Lu para de dizer que você é compulsiva, diga que você teve episódios de compulsão alimentar.

Na hora eu disse que iria tentar mas sem acreditar muito hahahahaha.

Parei de dizer então que eu tinha compulsão alimentar. No começo nada mudou e continuei atacando o mundo hahahahahahaha.

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Depois eu tomei uma decisão, não iria mais comer em pé. Fiz isso porque eu sempre atacava a comida que estava na geladeira ou comia em pé na frente do fogão, direto na panela.

A compulsão te faz sentir refém, em uma prisão sem fim. Você sempre volta aquela mesma situação. Isso frustra demais e desmotiva muito.

Então lá fui eu comer sentada, e os ataques diminuíram um pouco.

Mas o que me mudou de verdade foi começar a pensar antes de comer. Sim!

Toda vez que ia atacar algo eu pensava qual seria o resultado daquilo, e não ficava muito feliz com a resposta. Aí pensava no que eu poderia fazer para evitar aquela situação e qual seria o resultado, então fazia o plano B.

Comecei a montar um monte de planos B em minha cabeça. Acreditem isso me mudou.

E por um momento eu comecei a acreditar no que eu estava dizendo. Eu não sou compulsiva, tenho momentos compulsivos.

Esses momentos no geral sempre acontecem quando estou passando por algum tipo de problema.

Depois que minha mente deixou de acreditar que eu era compulsiva, tudo ficou mais fácil.

Não eu não deixei de ter vontades, e tem certas ocasiões que são difíceis para mim.

Mas não por compulsão e sim porque me deixam uns 2 dias fora do eixo e querendo comer besteiras, principalmente à noite.

Por exemplo aniversários, eu ainda não fico completamente controlada. Às vezes tem festas que consigo encarar numa boa, mas ai no dia seguinte tenho vontade de comer tudo que vejo na frente.

Mas sei que não é fome. E algumas vezes acabo cedendo.

Depois que mudei meu pensamento tive uns 3 momentos de descontrole, mas nunca como antes.

A sensação no final é completamente diferente. Na hora em que estava comendo as besteiras eu falei para mim mesma – Aí só hoje Luciana porque você passou por tal situação.

Ai pensei opaaaaaaa, olha lá eu cedendo as minhas vontades e comendo muito mais do que preciso. Não estou só matando a vontade, estou comendo demais.

Quando esse pensamento vinha, pronto tudo aquilo acabava ali.

Uma dica que te dou hoje, crie muitos e muitos planos B em sua cabeça.

Organize a sua vida, tenha sempre algo na bolsa para não chegar com muita fome na próxima refeição.

Continue sendo forte. Sim quem luta contra a compulsão é forte demais porque sempre quer vencer a esse impulso.

Você é mais forte do que imagina. Não desista. Continue lutando.

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Conhecendo o método hipopressivo

Posted by on 1:50 am in #realmommyfit | 0 comments

Conhecendo o método hipopressivo

Fui convidada pelo Alexandre Alves a conhecer o método Hipopressivo.

A princípio aceitei, pois realmente me interessei pelo assunto. Mal sabia eu que além de me interessar, eu iria embarcar nesse universo e tentar encontrar melhores resultados através dele.

Fiz primeiro uma aula para conhecer o método e tirei fotos desse primeiro dia.

Não tenho uma boa relação com a minha barriga, na verdade a gente foge uma da outra (brincadeira gente).

Eu tenho uma cicatriz grande e muita flacidez e, por essa razão, acabo não mostrando a minha barriga por nada.

Mas decidi que vou expor a minha barriga mole e flácida para vocês, assim, todos juntos acompanharemos essa evolução.

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Para os curiosos que quiserem saber um pouco mais sobre o método, segue uma explicação do Ale pra vocês.

“Metodo Hipopressivo: A revolução dos abdominais e dos cuidados com o imageassoalho pélvico.

O método hipopressivo foi criado nos anos 80 pelo belga Marcel Caufriez. Observando os efeitos nocivos dos abdominais sobre o assoalho pélvico ele  também percebeu quanto esse exercício também era ruim para o próprio músculo abdominal e para as costas.

Durante a gestação, o útero exerce um grande peso sobre o assoalho pélvico e também empurra o reto abdominal para frente, gerando uma separação chamada diastase .

As disfunções no assoalho pélvico resultam em alterações  patológicas dessa região segundo Rao (2010), condições que afetam 25% da população, promovendo transtornos na qualidade de vida e distúrbios psicológicos, alem de absenteísmo laboral.

Até então, a diástase não tinha tratamento a não ser cirúrgico. A perda do tônus de sustentação dessa musculatura, leva também  a  sérios problemas posturais. Hoje em dia, sabemos que o exercício hipopressivo é capaz de reduzir a diástase abdominal.

A realização dos exercícios hipopressivos, como diz o nome, diminui a pressão intra abdominal, aspirando as vísceras para cima e tonificando a parede abdominal. Segundo investigações cientificas, o método é capaz de:

1 Reduzir o perímetro da cintura em até 8%

2 Melhorar a postura, reduzindo lordoses e cifoses

3 Aumento do tônus do assoalho pélvico e da faixa abdominal em 58%

4 Incremento da forca do Assoalho pélvico em 20%

5 Aumento do metabolismo em 15%

6 Previne a incontinência urinaria

7 Evita prolapsos

8 Previne hérnias vaginais

9 Melhora da vascularização e da sensibilidade sexual.

Em Jacome et all, 2011, detectou-se que 45% das atletas tem problemas de incontinências urinarias, o que reduz a performance, torna-as frustradas  e desconfortáveis.

Em Kary Bo, 2011, revela-se que 26,3 % dos instrutores de pilates e Ioga padecem de incontinência urinara com perdas durante o esforço em 10,9 % dos casos.

A explicação dessas estatísticas sustenta que a pratica esportiva aumenta a pressão intra abdominal e agride o assoalho pélvico. Apos o parto, quando essa musculatura está ainda mais fragilizada, a intensidade do esforço, como corridas e saltos e abdominais podem aumentar e muito a incidência de incontinências urinarias.

Em um estudo da National Strenght and Conditioning Association’s Journal of Strenght and Conditioning Research mostra que abdominais convencionais não reduzem a cintura, não diminuem a massa gorda e nem aumentam de forma significativa a força concêntrica ou excêntrica e sim, aumenta o risco de hérnias abdominais, inguinais e discais, disfunções sexuais, prolapsos uterinos  e incontinências urinarias.

É fácil descobrirmos se a nossa faixa abdominal está cumprindo sua função de sustentação.  Deite-se de barriga para cima, coloque a mão sobre o umbigo produza uma tosse. Se a barriga subir, seu músculo não suporta aumentos de pressão intra abdominal. Nos não nascemos dessa forma, nosso músculo se desprograma pelo aumentos de pressão das atividades do dia a dia, mas principalmente, por exercícios mal feitos e má postura.

Hoje, temos um exercício que respeita a fisiologia e neurologia do conjunto abdomem/assoalho pélvico. O exercício hipopressivo! No Brasil, há muito pouca gente certificada, por isso devemos nos certificar se o profissional tem habilitação para trabalhar com o método.”

 

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Prof. Alexandre Alves,

Licenciado Expert no método hipopressivo e diretor da Fitmommy

                                                          www.fitmommy.com.br